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Perda de memória ou Alzheimer

Sobre a memória

Perda de memória ou Alzheimer

Perda de memória ou doença de Alzheimer

Você já pensou se o cérebro armazenasse diariamente absolutamente tudo o que você faz e o que acontece no seu cotidiano, e com todos os detalhes, desde o seu nascimento? Ele ficaria altamente sobrecarregado e enfrentaria dificuldades para processar e reter dados importantes. Felizmente, o cérebro é sábio e seleciona o que vai armazenar, de acordo com a relevância. Assim, não lembrar-se de coisas corriqueiras é natural, até certo ponto.

Os critérios de seleção do cérebro nem sempre passam pelo racional, eles também utilizam o emocional. Lembranças associadas a emoções básicas ou intensas demais tendem a bloquear a memória. Emoções excessivas liberam substâncias no organismo que podem atingir o cérebro, interferindo na capacidade de recordar informações. Quem nunca teve “um branco” num momento de forte estresse?

Você acredita que o esquecimento é uma condição natural do processo de envelhecimento e que os idosos são uns “caducos” e “esclerosados”? Segundo os neurologistas, isto é um mito. “O processo natural de envelhecimento não leva a pessoa a ter uma perda de memória suficiente a ponto de interferir e prejudicar a vida diária, como a DA faz”, explica Dr. Paulo Bertolucci, neurologista da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Para alguns neurologistas, os neurônios dos idosos são mais lentos para formar sinapses, o que pode atrapalhar a memória. Mas todos os especialistas são unânimes ao defenderem que o esquecimento pode acontecer a qualquer pessoa, não importando a faixa etária.

Fique atento a alguns dos fatores que contribuem para a perda parcial ou total da memória:
• Doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer;
• Problemas metabólicos, como o hipotireoidismo;
• Uso de medicamentos, como os tranquilizantes;
• Alcoolismo e uso de drogas;
• Estresse, depressão e ansiedade;
• Má alimentação.

Lembre-se: nem todo esquecimento é problema de memória! Porém, é preciso ficar alerta quando fatos importantes passam a ser esquecidos com frequência, atrapalhando o dia a dia. Quando isso acontece, é necessário buscar ajuda profissional a fim de investigar a causa, determinar um diagnóstico e, caso necessário, fazer um tratamento.

Cuidar da memória é importante para o seu bom funcionamento durante toda a vida, mesmo durante o processo de envelhecimento.

Estou com perda de memória ou doença de alzheimer?

A vida agitada, a ansiedade, os distúrbios do sono, a depressão, o estresse e o grande número de informações com as quais somos bombardeados todos os dias, entre outras coisas, fazem com que você, as pessoas com as quais convive e todo mundo tenha lapsos de memória.

Mas como saber diferenciar o que é apenas uma perda de memória banal daquela que é o primeiro sintoma da Doença de Alzhaimer? Observe se estes lapsos são progressivos, se estão cada vez mais intensos e interferindo no comportamento habitual e no dia a dia.

Se a perda de memória não acontece com frequência e não afeta as atividades cotidianas, ela é algo normal. Com toda a agitação da vida moderna, às vezes o esquecimento foi só por falta de atenção mesmo, afinal quem está desatento não memoriza.

Na Doença de Alzheimer a perda de memória é um dos primeiros sinais. Inicialmente a memória remota permanece intacta enquanto a recente é amplamente comprometida. Assim a pessoa passa a ter mudanças significativas em sua rotina, deixando de fazer atividades que antes lhe eram habituais. Ela começa a esquecer coisas simples e corriqueiras como preparar o almoço, ir ao mercado, onde coloca os objetos e dar recados, por exemplo. Até mesmo um prazer pode ser prejudicado: quem adora ler livros pode trocá-los pela leitura de matérias pequenas em jornais e revistas, tudo porque já não consegue se lembrar do que leu no capítulo anterior e precisa ficar relendo-o. Sendo assim, opta por uma leitura mais rápida.

Caso você note que o processo de perda de memória está se intensificando, procure um médico. O quanto antes você buscar ajuda especializada, melhor.

O que é a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e se caracteriza pela perda progressiva das funções mentais. É uma doença degenerativa onde há, por exemplo: a aglomeração de uma proteína chamada beta-amilóide que se acumula no cérebro causando a morte dos neurônios de modo lento e contínuo, provocando pouco a pouco muitos danos nas atividades cerebrais.

Embora não seja associada à velhice, a DA é mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos. De 8 a 20 anos é o tempo que pode levar desde o aparecimento do primeiro sintoma até os últimos estágios da Doença de Alzheimer. A intensidade e a velocidade do progresso da doença variam de pessoa para pessoa. A DA não tem cura, pelo menos até agora.

Diagnosticar DA em alguém com perda de memória muito evidente e alteração no comportamento é mais fácil. Quando a doença está no início e os sinais não são muito claros, é um pouco mais complicado diagnosticá-la. Infelizmente, a maioria dos casos acaba sendo descoberta quando a DA já está avançada. O neurologista Dr. Paulo Bertolucci alerta: “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da Doença de Alzhaimer e iniciado o tratamento, melhores serão os resultados. Os sintomas não deixam de existir, mas é possível estabilizá-los”.

Quem tem DA esquece de fazer as atividades do dia a dia, os nomes das pessoas com as quais lidam habitualmente e as lembranças recentes. Por isso é tão comum fazerem a mesma pergunta diversas vezes seguidamente ou então contar as mesmas histórias do passado. O portador de DA pode até mesmo esquecer quem é. No entanto, DA vai muito além da perda de memória, com o avanço da doença e a degeneração do tecido cerebral outras funções do corpo vão sendo afetadas, comprometendo a linguagem, o raciocínio, o comportamento e até mesmo os cinco sentidos da pessoa, entre outros. Tudo isso vai prejudicando a independência da pessoa.

Quem convive com esses doentes deve tratá-los com paciência, alegria e atenção. É uma situação difícil para todos, que pode afetar toda a família, especialmente os cuidadores. Nestes casos, é importante buscar apoio e ajuda profissional de terapeutas e psicólogos.

Você deve estar se perguntando: “Quem tem um familiar próximo com a doença pode ter também?”. Sim, a Doença de Alzheimer pode sim ter componente genético, porém a DA de predisposição genética respresenta apenas 5% dos casos. A grande maioria é esporádica e por isso controlar os fatores de risco é muito importanto, manter hábitos saudáveis como por exemplo: não fumar; não beber; praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada podem ajudar.

Você sabia que:

• A doença foi batizada com o sobrenome do psiquiatra alemão Alois Alzheimer, o primeiro a descrevê-la pela primeira vez lá em 1906
• A prevalência da demência aumenta bastante com a idade, dobrando a cada 5 anos, a partir dos 65 anos
• Estima-se que em 2050 haverá quase 107 milhões de casos de DA em todo o mundo
• No Brasil há cerca de 1,2 milhão de pessoas portadoras de DA e estima-se que 100 mil novos caso surgem a cada ano
• As mulheres são mais propensas que os homens a terem DA

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