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Peixes e a presença de metais pesados. O que você precisa saber?

Metais pesados por não serem biodegradáveis podem se acumular nos tecidos vivos ao longo da cadeia alimentar chegando ao ser humano principalmente por meio da alimentação. As intoxicações por metais pesados, que ocorrem mais frequentemente, são causadas por alumínio, arsênio, bário, berílio, cádmio, chumbo, mercúrio e níquel. Esses elementos alteram as estruturas celulares, as enzimas e substituem metais co-fatores de atividades enzimáticas.

Alguns metais pesados como o cromo, o cobre e o zinco, encontrados na natureza em solos, ar e água, além dos alimentos, são considerados como sendo microelementos essenciais ao metabolismo dos organismos vivos. Entretanto, o excesso ou carência desses elementos pode levar a distúrbios no organismo, e em casos extremos, até a morte. E, temos que levar em conta que 90% da ingestão de metais pesados e outros contaminantes ocorre por meio do consumo de alimentos como os peixes.

É importante se atentar às recomendações da Organização Mundial da Saúde que considera a ingestão limite permitida desses metais:

  • Mercúrio - 5 microgramas por cada quilo do seu peso por dia. Assim, uma pessoa de 60 quilos pode ingerir até 300 microgramas por dia.
  • Chumbo - 25 microgramas por quilo de peso por dia. Ainda tendo como base os mesmos 60 quilos, são permitidos até 1,5 mil micrograma.
  • Arsênio - De 0,1 a 7,20 microgramas por dia por quilo de peso.

O que é importante saber que quanto mais profundo viver os peixes e crustáceos, menos serão prejudicados pela poluição e menor teor de metais pesados irão apresentar. Saber a região de origem do peixe também é importante: estudos avaliaram as concentrações de Cádmio, chumbo e cobre nas zonas costeiras do Mediterrâneo Ocidental e do Mar do Norte, o que revelou a influência das fontes de poluição ao longo da linha costeira. Águas profundas e águas superficiais do Oceano Pacífico, Atlântico, Mediterrâneo e Mar Ártico também foram analisados para estes metais e em algumas estações também adicionaram o níquel e cobalto. Demonstrou-se que os níveis de concentração de águas superficiais e profundas eram significativamente diferentes, sendo as águas profundas as menos afetadas em diversos oceanos. Isso é devido o movimento das marés e a ação do homem.

Algumas dicas na escolha do peixe são: optar por peixes de escamas, pois estas funcionam como um filtro; peixes de águas doces normalmente se alimentam mais de frutos e folhas e optar por peixes que apresentam ciclo de vida media curta, pois se expoem menos a contaminates como sardinha, carpa, mabari, manjuba, salmao selvagem, truta e traíra.; peixes como cavala, atum, arenque e cação devem ser ingeridos com cuidado, pois estão mais expostos aos contaminantes devido a vida media longa.

Referências
- Virga, Rossana Helena Pitta, Luiz Paulo Geraldo, and FH dos Santos. "Avaliação de contaminação por metais pesados em amostras de siris azuis." Ciênc Tecnol Aliment 27.4 (2007): 787-792.
- Macedo, Carla Fernandes, and Lúcia Helena Sipaúba-Tavares. "Variações de nutrientes e estado trófico em viveiros seqüenciais de criação de peixes." Acta Scientiarum. Animal Sciences 27.3 (2005): 405-411.
- Mart, L., et al. "Comparative studies on the distribution of heavy metals in the oceans and coastal waters." Science of the Total Environment 26.1 (1982): 1-17.
- European Parliament and the Council of the European Union, Directive 2002/32/EC on Undesirable Substances in Animal Feed.
- FAO, 2012. Animal Feed Resource Information System (AFRIS). ;.
- FAO and WHO, 2011. Evaluation of Certain Contaminants in Food. Technical Report.

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